Andy Serkis deu um show de simpatia e simplicidade ao se reunir com a imprensa em São Paulo, na última terça-feira, 31.

Responsável por interpretar o protagonista da franquia Planeta dos Macacos, César, o ator falou sobre o mais novo filme, Planta dos Macacos: A Guera, que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 3, e falou sobre motion capture, tecnologia responsável por permitir que os movimentos dele sejam captados e “transformados” no do macaco César.

“O grande lance é entender que isso é somente uma tecnologia. O foco principal é saber quem é o personagem que você está interpretando. Neste caso, é um macaco, então é necessário estudar os trejeitos, como andam, como agem, entender o que se está interpretando”, comentou.

Falando mais sobre o último filme da franquia, Andy comentou sobre a mensagem que o longa quer passar.

“Todos os filmes de Planeta dos Macacos são sobre empatia. A gente vive em um mundo em que perdemos a chance de ter empatia pelo outro, por outro povo, por outra cultura, pelo outro tipo, e esse é o approach de todos os filmes. Por isso, é um verdadeiro privilégio fazer parte dessa franquia. O mundo está carente de liderança e uma das belezas do filme é o fato dos personagens terem várias camadas, nenhum deles é preto e branco, ninguém é totalmente vilão ou totalmente bonzinho. O César, por exemplo, que seria o “bonzinho” da história, matou o Koba, e isso vai contra tudo que ele sempre acreditou”.

Especialista quando o assunto é motion Picture, Serkis falou da falta de premiações para esse tipo de atuação e se mostrou indignado pelo fato de não existirem categorias para tal.

“Eu realmente acredito que isso seja uma ignorância, pois eles se recusam a entender o que é essa tecnologia e que não há diferença na hora de interpretar. Os mesmo mais antigos da academia se recusam a ver e bastaria uma ida aos bastidores para entender que é idêntica a atuação. Creio que em cinco anos já não estaremos mais discutindo isso, mas é um tipo de cegueira, sim. Se eu colocasse uma roupa e uma maquiagem para interpretar o César, eles iriam encarar como atuar. É realmente frustrante”, afirmou.

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Além disso, ele analisou as mudanças pelas quais César passou ao longo dos últimos três filmes.

“A parte mais exaustiva era interpretar ele mais jovem, já que tinha muita energia e vitalidade. Ele era uma criança prodígio. No segundo filme, ele já era um líder e um pai e minna grande inspiração foi Nelson Mandela, que é um dos líderes que mais respeito . Tudo nele mudou de um filme para o outro. Nesse último, eu tinha que passar o peso que César carregava nos ombros e a responsabilidade. O estado emocional dele era o ponto chave da interpretação, porque imaginei como seria se acontecesse comigo tudo que ele passou”.

Após este terceiro filme da franquia, Andy quer se dedicar aos seus projetos paralelos e deve atuar mais por trás das câmeras, mostrando toda sua genialidade e talento também como diretor.

Planeta dos Macacos: A Guerra estreia nesta quinta-feira, 3, nos cinemas de todo Brasil.