Loiríssima para viver Thereza, sua personagem em “Coisa Mais Linda”, da Netflix, Mel Lisboa é a convidada de Alvaro Leme em uma nova temporada de entrevistas de seu CanAlvaro, no YouTube. Na série via streaming, a atriz interpreta Thereza, uma feminista muito à frente de seu tempo: em 1959, vivia um casamento aberto.

Mel falou também sobre o sucesso de “Dogville”, espetáculo em cartaz em São Paulo. Na peça, dirigida por Zé Henrique de Paula, ela divide o palco com o ator Fábio Assunção, e contou como é a convivência com o colega – quando Mel tinha dez anos, ele já era galã de novela.

“O Fábio é demais, ele é uma pessoa adorável. É impossível você não gostar dele, dá até raiva. Porque tem vezes que eu fico brava e não posso olhar para a cara dele para conseguir me manter brava, porque se eu olho eu falo ‘ah, tá bom Fábio’”.

Há mais de 10 anos, mesmo quando estava grávida de seu filho mais velho, a atriz tem emendado um trabalho no teatro seguido do outro, ininterruptamente. Ela mesma preferiu não ter contrato fixo com emissoras de televisão. “Faz muito tempo que eu não faço TV aberta, novela. É uma coisa enraizada na cabeça das pessoas a cultura das telenovelas, foram décadas e décadas de um domínio, mesmo. Mas de uns tempos pra cá as coisas estão mudando com os canais da internet, os streamings, várias outras opções”, conta.

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Quando o papo chegou tocou no assunto da proximidade de completar 40 anos, Mel demonstrou não ter nenhuma preocupação, pelo contrário. “Estou um uma das melhores fases da minha vida. Eu gosto da maturidade, de ter mais sabedoria, de ter mais calma. De uns anos pra cá comecei a me preocupar em me alimentar bem, o que eu como é fundamental. Eu sou vegetariana há dois anos, parei de comer todo tipo de bicho”.

“Eu já tive muita paranoia em engordar”, revela Mel ao ser questionada se faz sacrifícios para manter o peso e a boa forma. “Desde a minha adolescência, ainda mais quando comecei a fazer televisão. Naquela época não existia essa consciência de aceitar seu corpo, movimentos contra a gordofobia, movimentos para se aceitar, de amar seu corpo. Só me curei dessa paranoia depois que engravidei do Bernardo e, quando eu relaxei, percebi que não tenho tendência de engordar, como moderadamente, estou mantendo meu peso e entendi que, na verdade, eu não precisava ter me preocupado com isso com a intensidade com que eu me preocupava”.

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