Foto: Divulgação / M2 Mídia

A modelo e estudante de Direito, Carla Honorato, foi diagnosticada com depressão que pode ter sido agravada por conta do uso de anabolizantes há dois anos. Hoje recuperada, a finalista do concurso Musa do Brasil admite que fez uso de substâncias para conquistar o shape mais sequinho e definido. E que se arrepende muito disso.

“Sempre fui obcecada pelo corpo perfeito, já tive inclusive transtornos alimentares como bulimia e vigorexia. Eu chegava a exigir proporções em centímetros. Por exemplo: 58cm de cintura, no mínimo. Era a minha meta e eu não descansava enquanto não conseguisse. Era doentio. Decidi falar sobre essa fase da minha vida para alertar as mulheres, principalmente as mais jovens”, diz a morena de 23 anos.

Dos 19 até hoje, Carla diz que perdeu as contas de quanto gastou para ter o corpo perfeito. Ou que pelo menos ela considerava. Fez bichectomia, retoques no nariz, colocou próteses de silicone, fez arqueamento de sobrancelhas e por aí vai. “Hoje prezo pelo equilíbrio, pela harmonia e principalmente pela saúde. Não tenho mais aquela obsessão pelo corpo sequinho e todo musculoso”, destaca.

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Retomando sua carreira como modelo fotográfica, Carla quer se livrar dessa obsessão pelo corpo perfeito, assim como pregam as influenciadoras digitais. “As redes sociais me fizeram mal, hoje dou uma importância muito menor a elas”, destaca. “Como toda mulher cuido muito do meu corpo. Mas não tenho mais aquela preocupação do passado. Me libertei da ditadura da beleza”, afirma.

Nessa nova fase, Carla também se prepara para um novo ensaio fotográfico pós- depressão. E adianta que passará por novas mudanças no visual, mas nada que coloque em risco seu físico ou psicológico. “Vou mudar meu cabelo e alongar com ombre hair. Quero ficar diferente”, diz. “A partir de agora quero me dedicar, principalmente nas redes sociais, a ajudar outras pessoas que sofrem com essa obsessão”.

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