Dos quatro restaurantes comandados pelo chef Henrique Fogaça, jurado do MasterChef (Band), esse é o ‘menos disputado’. Normalmente não há longas filas para conseguir uma mesa no grande salão envidraçado. A visita ao endereço vale a pena: ótimo serviço, ambiente aconchegante e comida de verdade. Como o próprio chef diz, é comida sem frescura, sem historinha.

Provam-se por lá a burrata cremosa com tomate cítrico, pesto de rúcula e lascas de castanhas (R$ 40). A entrada chega fresca e é ideal para compartilhar. Chegam à mesa, ainda, uma cestinha de pães feitos na casa. Boa pedida é o ceviche de peixe branco com cebola roxa, gengibre, tomate, hortelã, pimentão amarelo e coentro  (R$ 40). A marinada é potente, porém, equilibrada.

Burrata chega fresca à mesa e pode ser compartilhada – Foto: Divulgação / Jamile
Ceviche de peixe branco é ótima pedida – Foto: Divulgação / Jamile

No menu de principais, chama a atenção o ragu de rabada com nhoque de batata e agrião (R$ 71). A massa é delicada e chega no ponto perfeito. A carne revela temperos marcantes e derrete na boca. O magret de pato com risoto de tangerina (R$ 80) também vale a pena. Mal passada, a proteína é bem selada e macia. O risoto impressiona por sua leveza, que harmoniza muito bem com o pato.

Ragu de rabada é potente de sabor – Foto: Divulgação / Jamile
Magret de pato é bem selado e suculento – Foto: Divulgação / Jamile

Já a moqueca de badejo, camarão e farofa de mandioca com pimenta dedo de moça e coentro deixa a desejar (R$ 72). Gordurosa, a receita recebe pouco tempero. Ponto positivo para a farofa crocante, uma das especialidades do chef. Na média também está o cupim com mandioca amarela e farofa de banana (R$ 77), que ganhou fama em outro restaurante de Fogaça: o Sal.

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Moqueca de badejo poderia ser mais temperada – Foto: Divulgação / Jamile
Cupim com mandioca e farofa é sem graça – Foto: Divulgação / Jamile

Para encerrar a refeição, obrigatório experimentar o brigadeiro com whisky Jack Daniel’s Honey, sorvete de baunilha, calda de chocolate e crocante de castanha de caju (R$ 23). Com açúcar na medida, o brigadeiro não é enjoativo. Outra boa pedida é o arroz doce com calda de caramelo e flor de sal (R$ 17). É de lamber os beiços.

Arroz doce com caramelo é bem equilibrado – Foto: Divulgação / Jamile
Brigadeiro de whisky é sobremesa obrigatória – Foto: Divulgação / Jamile

O serviço é ótimo. Pelo salão circulam garçons atenciosos e um gerente que sabe como mimar os clientes. Ponto negativo para o bar da casa. O bloody mary (R$ 35) feito com vodca, suco de tomate, limão, sal, molho inglês, tabasco e pimenta chega muito condimentado. O autoral Guentú (R$ 38), preparado com Bourbon Bulleit, licor de jabuticaba, amaro e casa de laranja, é sem graça. Opte pelos drinks clássicos ou o refrescante Aperol Spritz (R$ 35).

Guentú, um dos drinks autorais do Jamile – Foto: Divulgação / Jamile

Serviço
Jamile Restaurante
Rua Treze de Maio, 647 – Bela Vista
(11) 2985-3005

[Preços checados em 29/10/2017]