Por Luca Moreira: Atualmente, uma grande parte da população de Niterói utiliza os transportes coletivos no dia-a-dia, seja para ir ao trabalho, estudar ou simplesmente para passeios. Exatamente para suportar esse enorme número de pessoas, vemos tanto a prefeitura como as empresas investindo em tecnologia e novos recursos para melhorar a experiência dos usuários. Mais será que é realmente isso que acontece?

Só no Terminal Rodoviário João Goulart no centro da cidade, são mais de 102 linhas para cerca de 450 mil pessoas. O principal problema é que ao invés de facilitar a correria dos usuários, eles acabam atrapalhando, como é o caso da passageira Ana Rita Kling de 19 anos, funcionária da prefeitura. Ela reclama da velocidade lenta dos carros de apenas 40Km/h e da função dupla do motorista, que além de dirigir é cobrador.

Já em relação aos novos recursos que são disponibilizados, como Wi-Fi e tomada para carregar celulares, passageiros como a estudante de engenharia Amanda Policarpo de 21 anos, questiona a falta de manutenção nos equipamentos pelas companhias, além de problemas como sujeiras no ar condicionado, o que causa problemas para quem tem asma ou renite.

Problemas além da infraestrutura:

Apesar de algumas pessoas reclamarem só dos problemas técnicos, a estudante Pietra Hofmann, de 21 anos, relata que as coisas vão muito além da negligencia: “O maior problema e talvez um dos únicos que enfrento diariamente é o assédio. Todos os dias diversas olhadas e comentários que ouço de vários homens nojentos de diversas idades. Tirando esse problema, acredito que o transporte público de Niterói, é de extrema qualidade. “

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Nessa questão, o problema dos assédios pode estar no machismo: “Além de reeducar uma sociedade inteira e tirar o machismo enraizado que existe, seria colocar um guarda no ônibus ou aumentar o número de câmeras espalhadas, ou até mesmo colocar um sinal pra mulheres que estejam passando por algo apertar e ir direto ao motorista”, continuou a estudante.

A Nova Transoceânica:

Depois de anos de construção e projeto, o consorcio transoceânico finalmente lançará o serviço do BHLS, que contará com 13 estações interligando o Engenho do Mato com Charitas. Porém a situação é a mesma. Enquanto alguns elogiam a situações, outros reclamam da ocasião: “Sinceramente, acho que foi uma obra que causou bastante dor de cabeça, por anos. E que não servirá para muita coisa além de deixar mais bonita a região. Algo bem visual mesmo, porém acho que sem utilidades”, falou Pietra.

Por um outro lado, a reforma no trajeto de algumas linhas de ônibus na cidade, facilitarão a vida de algumas pessoas, como Ana Rita: “Vai melhorar a rota e o tempo vai ser muito mais otimizado. Eu trabalho na prefeitura de Niterói e tenho que estar lá 13:00 horas, saio de casa 11:30 para chegar no meu serviço. Com a via nova vou poder sair de casa 12:30, porque é rota única e sem trânsito, ou seja, vou otimizar meu tempo de 1 hora. ”

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