O termo mídia out of home, ou ainda OOH, pode parecer novo, mas se refere a um dos mais tradicionais tipos de publicidade. Trata-se daqueles anúncios feitos fora de casa, que buscam atingir as pessoas durante o deslocamento de um lugar para outro. Aplicada desde o Egito Antigo, ela continua se mostrando muito eficaz.

As vantagens da mídia exterior são inúmeras. É o que diz Juliana Scivoletto, gerente de mercado da Itabus Publicidade e especialista em mídia OOH. “Citando as principais, eu diria que ela é a mídia mais democrática, ou seja, é para todos os tipos de empresas e negócios de todos os tamanhos”.

Com dez anos de experiência nessa área, Juliana chama atenção para o fato de essa mídia ser a única que atinge o público de forma espontânea e obrigatoriamente. “Diferentemente de outros meios de comunicação. Na televisão, o consumidor tem a opção de mudar de canal durante o comercial, ou a estação de rádio. Ou folhear a revista. Se você está na rua, será impactado pela mensagem”.

Exposta também em busdoors, painéis, relógios de rua, empenas, painéis luminosos e outros 65 tipos, segundo o Kantar Ibope Media, a mídia OOH tem um baixíssimo índice de rejeição, segundo Juliana. “Ela não gera um sentimento de irritação no público, ou seja, não aparece ‘interrompendo’ a programação ou algum conteúdo que o consumidor deseja ver”, disse a profissional, acrescentando que a mídia OOH traz confiança e legitimidade às mensagens, estando longe de fake news, propagandas e informações duvidosas. Apesar das inúmeras vantagens da mídia OOH, só recorrer a ela simplesmente não é garantia de resultados. O planejamento estratégico é imprescindível, de acordo com Juliana.

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“É necessário saber qual o objetivo da campanha: gerar buzz (bafafá), lançar produtos, institucional, aumentar vendas etc.. Após essa definição, é importante saber e estudar quem é o público-alvo, com quem a marca quer falar, quais são seus hábitos, rotina, e assim, fazer com que a campanha esteja inserida em seu trajeto”.

A gerente de mercado não concorda com quem acha que a mídia OOH contribua para a poluição visual. “Muitas vezes, o que causa a poluição visual são as percepções de mídias não legalizadas, como o lambe-lambe, além de fatores que não estão atrelados diretamente à publicidade, como as pichações e a má conservação dos ambientes e arquiteturas”.

PAPEL IMPORTANTE

O setor publicitário também teve de se reinventar durante a pandemia de Covid-19 e, segundo Juliana Scivoletto, a mídia OOH teve papel importante nisso. “Logo no começo da quarentena a mídia OOH foi essencial para comunicar à população informações precisas e sem fake news. Também acalentou o coração de quem estava se deslocando às ruas com mensagens positivas e de estímulos de forma criativa e assertiva”.

Para a gerente de mercado, o mercado publicitário tende a se recuperar gradualmente. “Temos um mundo de possibilidades para nos comunicar e interagir com os consumidores de forma personalizada. Claro que isso já existia, mas esta pandemia mostrou quanto o mercado de experiência é a tendência e pode ser mais bem explorado, pois o consumidor agora está muito mais exigente”.

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