Foto: Reprodução/TVFoco

Foi quase que inacreditável assistir o Jô, o nosso Jô, sendo entrevistado pelo apresentador Fábio Porchat no “Programa do Porchat”. Com as suas piadas divertidas e seu jeito único de ser, o apresentador foi tietado por Paulo Vieira, assistente de palco do programa que se declarou fã do veterano.

Entre os assuntos abordados por Porchat, Jô Soares falou sobre a prisão na época da ditadura “a gente tinha que driblar a ditadura! Era um horror ter que fazer peça para uma pessoa enquanto ela anotava tudo”, disse, referindo-se aos enviados da ditadura que faziam a censura antes da peça ser lançada. “A gente vivia num estado de medo, medo mesmo”, revelou.

Ainda sobre a ditadura o ex-apresentador contou que ele foi quem avisou Caetano Veloso e Gilberto Gil, que eles seriam os próximos presos pela ditadura, ao ouvir dentro de uma sala de reunião da Rede Record, “Saí dali, fui ao orelhão, liguei para o Gil e disse ‘acabei de ver uma lista dos próximos presos e o seu nome estava lá'”. Ele também revelou que se emociona até hoje quando escuta a música “Alô, alô Realengo”, composta por Gil logo após sair da prisão “até hoje eu me emociono quando escuto essa música, que faz referência ao tempo em que Gil esteve preso em Realengo”.

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O ex-apresentador da TV Globo falou também sobre o lançamento do segundo livro que conta a sua história, que será lançado em novembro deste ano.

Ao final do programa Jô Soares parabenizou Porchat e disparou “vocês estão vendo que eu não tenho mais porque fazer programa? Aqui. Parabéns!”

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