Ficar em casa tem sido a escolha da maioria dos brasileiros para evitar a rápida propagação do novo coronavírus no país. E nesse momento de isolamento social, ter a companhia de alguém, faz toda diferença, seja ela qual for. O que faz dos pets os amigos inseparáveis de boa parte da população. Mas com a proximidade da páscoa, uma preocupação já existente nesta época se acentua muito. Isso porque, há donos que não resistem a fofura de seus animais de estimação e acabam compartilhando com eles parte de sua alimentação, o que no próximo feriado pode incluir também os chocolates, que apesar de parecer inofensivo, é muito perigoso para cães e gatos, podendo levar seu animal a morte

O alerta é da médica veterinária Alice Alves, que, em 20 anos de profissão, afirma que a intoxicação por chocolate é muito freqüente nas clínicas veterinárias neste período de Páscoa. Segundo ela, dentro da composição do chocolate existem substâncias como as Metilxantinas que são extremamente perigosas para os animais. Dois exemplos são a Teobromina e a Cafeína. Após a ingestão há ataques ao sistema digestório, cardíaco e nervoso.

Foto: Divulgação

“Não importa a quantidade de chocolate que o animal coma. Essa toxina pode durar de 16 horas até seis dias na circulação. Não existe antídoto, mas caso a ingestão tenha ocorrido em menos de 3h, é importante induzir o vômito. Lavagem gástrica, carvão ativado para inibir os efeitos deletério das toxinas absorvidas, fluidoterapia como suporte eletrolítico e renal, entre outros cuidados se forem necessários.”, explica a veterinária.

Veja Também:  Candidata do Inter viaja mil quilômetros para evento

Ainda de acordo com Alice, também não importa o tipo, todos os chocolates são perigosos. “Como a toxina é biotransformada no fígado, há uma demora em sua eliminação e o animal pode demorar mais tempo para se recuperar. Por isso, nunca dê chocolates para seus ‘peludos’!”, faz o apelo Alice Alves, explicando que já existem no mercado chocolates aromatizados artificialmente para cães, que são livres dessas toxinas.

Compartilhe